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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Fé em Papai Noel.

A minha definição de "fé": configuração mental que faz com que um indivíduo aceite alegações questionáveis como sendo indubitavelmente verdadeiras, sem que existam provas ou evidências conclusivas.

Quando se trata da forma de encarar a vida, há apenas 2 grupos de pessoas: as que têm fé, e as que não têm.

Considero que viver é uma tarefa mais fácil para quem tem fé. É dificil assumir total responsabilidade pelo próprio destino, é duro encarar certas realidades, é raro encontrar sentido para a existência. Há confortos e facilidades disponíveis apenas para quem tem fé.

"Alguém que tem fé não questiona as raízes desta fé, porque sabe que se a submetesse ao exame crítico do seu intelecto, acabaria sem fé. A mesma coisa pode ser dita a respeito de qualquer sentimento. Você pode analisar qualquer sentimento até o fim, mas ao fazê-lo, você acaba sem o sentimento e com uma vida sem sentido."

Se é mais fácil viver com fé, por que não fazê-lo? Penso que não é possível optar por ter fé, ou decidir ter fé. Ou se é capaz de tê-la, ou não se é.

Você acredita em Papai Noel, ou no Coelho da Páscoa? Eu te desafio a realmente acreditar. Você não consegue, não é? Por que?!? O que mudou desde que você tinha 4 anos de idade?

Na minha opinião, a capacidade de ter fé tem a ver com quantidades e qualidades de conhecimento, experiência, e carência.

Para quem não tem fé, aceitar certas alegações é como acreditar em Papai Noel...

"Se você tem uma crença, estatisticamente é muitíssimo provável que seja a mesma crença que seus pais e avós tinham. Sem dúvida que catedrais imponentes, música inspiradora, estórias comoventes e fábulas ajudam um pouco. Mas, de longe, a variável mais importante na definição da sua crença é a circunstância acidental do nascimento. As convicções nas quais você acredita tão passionalmente seriam outras, completamente diferentes, e predominantemente opostas, se por acaso você tivesse nascido numa situação diferente."



3 comentários:

  1. Texto perfeito.

    Eu também, quanto menos jovem eu fico, mais eu percebo como invejo os en-fé-zados. Unamuno propunha que melhor que buscar a verdade inatingível é ser feliz. Não duvido, e adoraria acreditar em "algo mais", mas não consigo. Deve ter sido muito calcigenol na infância ou aquela falta de oxigênio quando nasci, sei lá...Quiçá falta de imaginação.

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  2. “
    What does a fish know about the water in which it swims all its life?
    ”

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