"
Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.
"
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Como?
Dois amigos num bar, depois de alguns copos, conversam:
- Se, por exemplo, eu comesse a tua mulher, continuaríamos amigos?
- Não!
- Bem, mas ficaríamos companheiros, não?
- Não!
- Hum... ficaríamos inimigos?
- Não!
- Deixaríamos de nos falar, é assim?
- Não!
- Pô, cacete! Então ficaríamos como?
- Quites. Ficaríamos quites!
- Se, por exemplo, eu comesse a tua mulher, continuaríamos amigos?
- Não!
- Bem, mas ficaríamos companheiros, não?
- Não!
- Hum... ficaríamos inimigos?
- Não!
- Deixaríamos de nos falar, é assim?
- Não!
- Pô, cacete! Então ficaríamos como?
- Quites. Ficaríamos quites!
sábado, 4 de outubro de 2008
Susto.
Um cara fracote, raquítico, pega o elevador. Junto com ele entra um negão imenso. O cara fica meio assustado com o tamanho do negão e olha-o de cima a baixo...
O negão percebe e fala:
- Tenho 2 metros de altura, 180 quilos, 30 centímetros de pinto, o meu saco pesa três quilos. Felipe Costa, seu criado!
O cara desmaia.
O negão dá uns tapas na cara do coitado, acorda-o e pergunta:
O negão percebe e fala:
- Tenho 2 metros de altura, 180 quilos, 30 centímetros de pinto, o meu saco pesa três quilos. Felipe Costa, seu criado!
O cara desmaia.
O negão dá uns tapas na cara do coitado, acorda-o e pergunta:
- O que houve cara, por que você desmaiou?
O sujeito, ainda meio tonto:
O sujeito, ainda meio tonto:
- Desculpe, o que foi mesmo que você disse?
- Eu disse: tenho 2 metros de altura, 180 quilos, 30 centímetros de pinto, o meu saco pesa três quilos. Felipe Costa, seu criado.
- Ah! Que susto! Eu tinha entendido: "Fique de costas, seu viado"!
- Eu disse: tenho 2 metros de altura, 180 quilos, 30 centímetros de pinto, o meu saco pesa três quilos. Felipe Costa, seu criado.
- Ah! Que susto! Eu tinha entendido: "Fique de costas, seu viado"!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Um homem que se mantém de pé.
O rapaz que cuida com tanto carinho deste espaço me disse que não gostava de dar nome às citações aqui colocadas para não comprometer a leitura com preconceitos de origem; vá lá; ele tem razão. Mas as razões sempre são muitas, nunca uma só, e me permitirei revelar a fonte, até mesmo porque quase ninguém conhece o autor. Vão pensar que é algum primo distante da minha família Carvalho (evidentemente, quem os conhece se recordará que rebeldia e iconoclastia não são seus traços característicos). Enfim, lá vai:
"Deus e eu não nos entendemos desde que completei 15 anos: simplesmente rompemos relações. (...) Sinto-me muito bem sem a idéia de Deus; ou, melhor, sinto-me muito mal, mas pelo menos não fico devendo meu infortúnio a ninguém. Sou o tipo de self-made man: não admito a ingerência de nenhum deus e nenhum demônio."
Campos de Carvalho
"Deus e eu não nos entendemos desde que completei 15 anos: simplesmente rompemos relações. (...) Sinto-me muito bem sem a idéia de Deus; ou, melhor, sinto-me muito mal, mas pelo menos não fico devendo meu infortúnio a ninguém. Sou o tipo de self-made man: não admito a ingerência de nenhum deus e nenhum demônio."
Campos de Carvalho
Maturidade.
"
Quando menina esperava um dia ter um namorado... seria bom se fosse alegre e amigo...
Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado,com vontade de viver, que se emocionasse...
Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era o rei dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Descobri então que precisava de um rapaz estável.
Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável,sabia o que queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas - dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.
Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me fez sentir tão miserável quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.
Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura. Procurei bastante, incansavelmente.
Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado, solteiro, sem rolos. Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira.
Hoje, aos 50 anos, gosto de homens com pinto duro.
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Quando menina esperava um dia ter um namorado... seria bom se fosse alegre e amigo...
Quando tinha 18 anos, encontrei esse garoto e namoramos; ele era meu amigo, mas não tinha paixão por mim. Então percebi que precisava de um homem apaixonado,com vontade de viver, que se emocionasse...
Na faculdade saía com um cara apaixonado, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era o rei dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Descobri então que precisava de um rapaz estável.
Quando tinha 25 anos encontrei um homem bem estável,sabia o que queria da vida; mas era muito chato: queria sempre as mesmas coisas - dormir no mesmo lado da cama, feira no sábado e cinema no domingo. Era totalmente previsível e nunca nada o excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava de um homem mais excitante.
Aos 30, encontrei um tudo de bom, brilhante, bonito, falante e excitante, mas não consegui acompanhá-lo. Ele ia de um lado para o outro, sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, paquerava com qualquer uma e me fez sentir tão miserável quanto feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro.
Decidi buscar um homem com alguma ambição para com ele construir uma vida segura. Procurei bastante, incansavelmente.
Quando cheguei aos 35, encontrei um homem inteligente, ambicioso e com os pés no chão. Apartamento próprio, casa na praia, carro importado, solteiro, sem rolos. Pensei logo em casar com ele. Mas era tão ambicioso que me trocou por uma herdeira.
Hoje, aos 50 anos, gosto de homens com pinto duro.
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Bungee jump.
Eu não sei quando foi que ouvi falar em bungee jump pela primeira vez, mas imediatamente deve ter me dado vontade de experimentar.
Em agosto de 1995, estava eu em Genève, festa da cidade no Lac Le Man, bungee jump já era um desejo antigo, decidi saltar, entrei numa longa fila. À medida que a fila andava, eu ia racionalizando: "... eu estou na Suiça, aqui é um dos lugares mais seguros do mundo pra eu fazer isto, com certeza infinitamente mais seguro do que Portugal ou Brasil, aqui os responsaveis devem ter verificado tudo dezenas de vezes, os materiais e equipamentos devem ser da melhor qualidade possível, o salto é sobre a água, ...". Angela me apoiava, sem demonstrar grande entusiasmo pela ideia. Nao sei quanto tempo levamos na fila, na minha memoria parece que foi muito. Eu ia vendo saltos bem-sucedidos, mas ia ficando com medo. De vez em quando alguem chegava até a água, saia molhado e feliz. Quando restavam 2 ou 3 pessoas na minha frente, eu desisti.
Lisboa, 2000, um sabado ou domingo à tarde, sol, céu sem nuvens, um dia lindo. Alcântara, junto ao Tejo, "feira de desportos radicais". Ricardo, Susana, Arildo e eu. Nao lembro como fomos parar lá. Nao sei se fomos a propósito, ou se estavamos passando, vimos a grua, e decidimos parar. Lembro que participamos de uma espécie de corrida "contra-relógio" de bicicleta, creio que o premio era o direito de fazer bungee jump, ou então um substancial desconto no salto. Tudo está muito vago na minha memoria. Lembro que saltamos Arildo, Susana e eu. Lembro da minha apreensão enquanto a "gaiola" subia, lembro do medo nos momentos que antecederam o salto, mas o que nunca vou esquecer é que quando comecei a cair, algo dentro da minha cabeça berrou: "- VOCÊ É LOUCO?!? O QUE VOCE TA FAZENDO?!? TA QUERENDO MORRER?!?". Este grito interno veio como uma espécie de descarga elétrica, um alarme de sobrevivência. Nao sei se acontece com todo mundo no primeiro salto, gostaria de saber. A queda foi rapida, a emoção foi enorme, quando o elastico começou a atuar e eu pensei que talvez não fosse morrer, o alívio foi grande. Quando o elastico me puxou pra cima, foi maravilhoso! Eu cheguei ao topo, foi sensacional: parado no ar, aquele visual, sabendo que teria aquela sensação gostosa novamente, mas daquela vez seria brincadeira, daria tudo certo. Bom demais! Eu podia aproveitar, fazer palhaçada, gritar por diversão, o que ocorresse. Eu tenho 5 fotos (cópias) que registram o salto. Vou digitalizá-las, e postá-las aqui. Por sinal eu não gosto muito de como estou numa delas, estou fazendo uma pose de super-heroi, coisas de quem eu era naquela epoca...
Há aproximadamente 2 semanas estava eu passando por Ondina e vi uns banners divulgando um evento de esportes radicais. "Será que vai ter bungee jump?" Anotei o nome do evento, chegando em casa fui pro Google. Encontrei alguns conteúdos a respeito, vi que vai ter. "Ôba! Vou pular!!!" Comecei a esperar pelo evento, sem maiores dúvidas...
No passado dia 28 recebi um e-mail do meu amigo Pedro, cujo conteúdo era um video - provavelmente feito com um celular - de um salto realizado de uma ponte em Araguari. O video registra o acidente que resultou na morte de uma garota.
O Indoor Games começa no próximo dia 10, e a minha coragem está em baixa.
Em agosto de 1995, estava eu em Genève, festa da cidade no Lac Le Man, bungee jump já era um desejo antigo, decidi saltar, entrei numa longa fila. À medida que a fila andava, eu ia racionalizando: "... eu estou na Suiça, aqui é um dos lugares mais seguros do mundo pra eu fazer isto, com certeza infinitamente mais seguro do que Portugal ou Brasil, aqui os responsaveis devem ter verificado tudo dezenas de vezes, os materiais e equipamentos devem ser da melhor qualidade possível, o salto é sobre a água, ...". Angela me apoiava, sem demonstrar grande entusiasmo pela ideia. Nao sei quanto tempo levamos na fila, na minha memoria parece que foi muito. Eu ia vendo saltos bem-sucedidos, mas ia ficando com medo. De vez em quando alguem chegava até a água, saia molhado e feliz. Quando restavam 2 ou 3 pessoas na minha frente, eu desisti.
Lisboa, 2000, um sabado ou domingo à tarde, sol, céu sem nuvens, um dia lindo. Alcântara, junto ao Tejo, "feira de desportos radicais". Ricardo, Susana, Arildo e eu. Nao lembro como fomos parar lá. Nao sei se fomos a propósito, ou se estavamos passando, vimos a grua, e decidimos parar. Lembro que participamos de uma espécie de corrida "contra-relógio" de bicicleta, creio que o premio era o direito de fazer bungee jump, ou então um substancial desconto no salto. Tudo está muito vago na minha memoria. Lembro que saltamos Arildo, Susana e eu. Lembro da minha apreensão enquanto a "gaiola" subia, lembro do medo nos momentos que antecederam o salto, mas o que nunca vou esquecer é que quando comecei a cair, algo dentro da minha cabeça berrou: "- VOCÊ É LOUCO?!? O QUE VOCE TA FAZENDO?!? TA QUERENDO MORRER?!?". Este grito interno veio como uma espécie de descarga elétrica, um alarme de sobrevivência. Nao sei se acontece com todo mundo no primeiro salto, gostaria de saber. A queda foi rapida, a emoção foi enorme, quando o elastico começou a atuar e eu pensei que talvez não fosse morrer, o alívio foi grande. Quando o elastico me puxou pra cima, foi maravilhoso! Eu cheguei ao topo, foi sensacional: parado no ar, aquele visual, sabendo que teria aquela sensação gostosa novamente, mas daquela vez seria brincadeira, daria tudo certo. Bom demais! Eu podia aproveitar, fazer palhaçada, gritar por diversão, o que ocorresse. Eu tenho 5 fotos (cópias) que registram o salto. Vou digitalizá-las, e postá-las aqui. Por sinal eu não gosto muito de como estou numa delas, estou fazendo uma pose de super-heroi, coisas de quem eu era naquela epoca...
Há aproximadamente 2 semanas estava eu passando por Ondina e vi uns banners divulgando um evento de esportes radicais. "Será que vai ter bungee jump?" Anotei o nome do evento, chegando em casa fui pro Google. Encontrei alguns conteúdos a respeito, vi que vai ter. "Ôba! Vou pular!!!" Comecei a esperar pelo evento, sem maiores dúvidas...
No passado dia 28 recebi um e-mail do meu amigo Pedro, cujo conteúdo era um video - provavelmente feito com um celular - de um salto realizado de uma ponte em Araguari. O video registra o acidente que resultou na morte de uma garota.
O Indoor Games começa no próximo dia 10, e a minha coragem está em baixa.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Dias de Indio.

Esse texto foi escrito essa semana pelo meu amigo Roger Ribeiro, um cidadão brasileiro normal, professor de História e assalariado, um baiano soteropolitano que como eu, uma pessoa comum, está sofrendo a crise da campanha eleitoral...
E ainda temos que suportar a campanha de um quase certo 2º turno!!!
Dias de Índio
Rogo a todas as forças que me possam ajudar, iluminar, acalantar ou me atordoar de vez, para que escutem as minhas súplicas e permitam a esse reles ser humano, no auge dos seus limites de entendimento, possa se definir por uma opção consciente e responsável.
Olho para a imagem de São Francisco, São Longuinho, Santa Bárbara, São Judas Tadeu, Cosme e Damião, Yemanjá, Oxalá, Ogum, Maomé, Krishna, Buda ou quem mais vier, dede que venha para ajudar, a me fazer acender a luz do entendimento e me desfazer de uma enxurrada de informações e contra informações que simplesmente inviabilizam cem por cento de todas as possibilidades que se apresentaram a mim. Será que sou apenas eu? Ou você também tem a firme impressão de que tem alguém querendo atordoar seu juízo?
Ora, dia cinco de outubro, um domingo primaveril, estarei saindo de casa para cumprir meu dever cívico de participar do pleito municipal. Sim, nas modernas urnas eletrônicas estaremos eu e mais um monte de residentes (ou não), da cidade do Salvador, pingando voto a voto para dar os números finais que dirão quem formará a próxima Câmara Municipal e mais, quem ocupara a cadeira de mandatário máximo do município. Nossa! Que responsabilidade hem?! Já imaginou? Queira ou não, o caminho das trevas ou das luzes que trilharemos nos próximos quatro anos depende destes grãozinhos que encherão o papo das urnas.
Ah! Quando penso nisso, fico insone, tenso. Necessito ser preciso. Meu erro pode ser decisivo nos desdobramentos de uma gama variada de necessidades e interesses que vão desde a sobrevivência real até a maior acumulação de riqueza daqueles que tem por meta o “ouro de tolo”, nem que para isso tenham de manter a precariedade social, ou pior, garantir um futuro muito mais sombrio do que o sombrio presente, para as futuras gerações soteropolitanas.
Meu Senhor dos Navegantes, venha me valer!
Conversando com um sábio amigo, este me aconselhou:
- “Rapaz, não estás a ver que a solução não está no mundo místico?”
Rendi-me ao princípio do seu discurso. Não poderia mostrar-me como um crente sebastianista, um fanático apocalíptico, um teocentrista atemporal, afinal sou adepto da racionalidade, até mesmo cético em relação à possibilidade real de intervenções divinas no reino dos Homens. Ouvi-lhe com atenção.
Disse-me ele: - “veja, temos uma gama enorme de fontes para nos informarmos, rádio, televisão (incluindo aí o horário de propaganda política gratuita), comícios, panfletos, jornais, revistas, debates ou até mesmo bate-papos informais em rodas de amigos, colegas ou transeuntes quaisquer e você vem me falar de forças ocultas? Energias celestes? Iluminações sensitivas? Tenha paciência e me desculpe a franqueza”... (senti no tom da frase que agora euzinho seria reduzido dos meus 1 metro e sessenta e poucos centímetros, para reles milímetros na escala humana)... porém, aí sim você está sendo um irresponsável, inconseqüente, leviano”... Ai! Doeu, escutar isso assim na cara, na lata! Por mais que venha de um grande e sincero amigo, doe. Mas, pensei, é da dor que surgem os principais aprendizados. Vamos em frente.
Sai buscando esquecer o quanto estúpido estava sendo, passei uma borracha no passado próximo e busquei me apoderar apenas do aqui/agora para o futuro. Comprei os três jornais que circulam na cidade, procurei revistas locais.... Não as achei, mas não esmoreci. Comprei pilhas para meu radinho, organizei meus horários para não perder nenhum dos pronunciamentos na TV, nenhum telejornal local, nenhum debate. Fui a todos os comícios possíveis, enfrentei carreatas para estar junto aos abnegados candidatos, colecionei “santinhos” e folders de campanha.
Montei uma tabela por temáticas abordadas, por coligações partidárias forjadas, por ligações passadas, históricos de rentabilidades, relações de amizades, familiares, agremiações esportivas filiadas, propostas realizadas, religião confessada, possíveis intolerâncias inaceitáveis, opções de sexualidades enfim, busquei até que sabonetes usavam... Sentia o peso da responsabilidade e por isso tinha de estar realmente informado, consciente para que, por fim, meu voto fosse dado, ou melhor, computado.
Hoje fiz a tabulação dos resultados.
Dos cinco prefeituráveis:
Um diz que foi, por não sei quantas vezes, escolhido o melhor prefeito do país, o que pelos outros quatro lhe é negado.
Outro diz que cresceu, aprendeu e que não baterá mais no presidente, o que é imediatamente rebatido pelos outros quatro com a simples constatação, outrora louvável, de que quem puxa aos seus não degenera.
Um terceiro diz que está fazendo e quer continuar a fazer, os quatro oponentes o acusam de obras eleitoreiras, administração incompetente e benefícios a grupos excludentes.
Vixi, a coisa está ficando feia, mas...
Continuando na análise dos dados coletados, encontrei a matéria que um morador de um determinado bairro contesta o atual prefeito sobre casas populares! Já o prefeito mostra o pretenso morador como cabo eleitoral do denunciante. Diz que o mesmo não é morador do local e, para piorar, outro depoente, que se identifica como ator, ameaça processar o partidário do presidente por uso indevido do que pretensamente falou ou, não devia ter falado.
Por fim o último colocado nas pesquisas brada contra as grandes corporações, os famosos dragões. Mas, por mais estranho que pareça, ninguém o responde, não leva nem “bordoada” dos adversários, é como se não existisse. Dizem que será recorde do seu partido e chegará à marca histórica de cinco por cento do eleitorado. Mas uma coisa é certa, seu jingle de campanha é campeão nos celulares de quem realmente sabe das coisas, a meninada.
Sendo assim, valei-me, Rousseau, Voltaire, Diderot, Locke, Montesquieu, Kant, Hegel, Marx, Nietzsche, Schopenhauer, Schelling, Kierkegaard o faço agora? Minha força racional rendeu-se aos fatos. De agora em diante só rogo aos habitantes do espaço, de outras esferas, outras galáxias. Valei-me seres das naves intergalácticas onde encontrar a verdade neste mar de improbidades?
Ah! Esse meu direito compulsório! Sem saber, remete-me à original condição de tupiniquim, de tupinambá! A eterna condição acuada, entre a cruz e a espada. Êta Salvador que me da trabalho!
Roger Ribeiro,
26 de setembro 2008.
A (in)coveniência das "leis".
“
Uma professora universitária pagou um jantar para seu marido, que trabalha numa financeira, porque ele finalmente concordou em raspar a barba que ele deixou crescer nas férias. Ele escolheu um restaurante informal onde eles podem usar roupas mais confortáveis, como joggings e camisetas feitas de uma mistura de algodão e poliéster. E ela está usando o colar de ouro e pérolas que ele lhe deu quando ela conseguiu o divórcio do ex-marido. Eles estão consultando o menu, mas riem porque já sabem que, como sempre, ele vai pedir costeletas de porco e ela frutos do mar.
”
Violações à "Lei de Deus" no texto acima:
1) Mulheres devem ser submissas a seus maridos (1 Pedro 3:1)
2) Mulheres estão proibidas de ensinar aos homens (1 Timóteo 2:12)
3) Mulheres não devem usar ouro ou pérolas (1 Timóteo 2:9)
4) Mulheres não podem usar roupas masculinas (Deuteronônio 22:5)
5) Carne de porco e frutos do mar são terminantemente proibidos (Levítico 11:7, 10)
6) A usura é proibida (Deuteronômio 23:19)
7) Cortar a barba é proibido (Levítico 19:27)
8) É proibido usar roupas feitas de mais de um material (Levítico 19:19)
9) A Bíblia não permite que as mulheres peçam o divórcio, o que significa que eles estão cometendo adultério, punível com apedrejamento até a morte (Deuteronômio 22:22).
Como, então, eles estão se divertindo tanto? Provavelmente porque nem se preocuparam com leis que lhes parecem ultrapassadas e absurdas. Entretanto, este mesmo casal, supostamente moderno, poderia ser um dos milhões que se apoiam na Bíblia para justificar suas atitudes contra os gays.
Autora: Deb Price.
(Publicado em http://ateusdobrasil.com.br/artigos/criticas/teste-biblico.php )
Uma professora universitária pagou um jantar para seu marido, que trabalha numa financeira, porque ele finalmente concordou em raspar a barba que ele deixou crescer nas férias. Ele escolheu um restaurante informal onde eles podem usar roupas mais confortáveis, como joggings e camisetas feitas de uma mistura de algodão e poliéster. E ela está usando o colar de ouro e pérolas que ele lhe deu quando ela conseguiu o divórcio do ex-marido. Eles estão consultando o menu, mas riem porque já sabem que, como sempre, ele vai pedir costeletas de porco e ela frutos do mar.
”
Violações à "Lei de Deus" no texto acima:
1) Mulheres devem ser submissas a seus maridos (1 Pedro 3:1)
2) Mulheres estão proibidas de ensinar aos homens (1 Timóteo 2:12)
3) Mulheres não devem usar ouro ou pérolas (1 Timóteo 2:9)
4) Mulheres não podem usar roupas masculinas (Deuteronônio 22:5)
5) Carne de porco e frutos do mar são terminantemente proibidos (Levítico 11:7, 10)
6) A usura é proibida (Deuteronômio 23:19)
7) Cortar a barba é proibido (Levítico 19:27)
8) É proibido usar roupas feitas de mais de um material (Levítico 19:19)
9) A Bíblia não permite que as mulheres peçam o divórcio, o que significa que eles estão cometendo adultério, punível com apedrejamento até a morte (Deuteronômio 22:22).
Como, então, eles estão se divertindo tanto? Provavelmente porque nem se preocuparam com leis que lhes parecem ultrapassadas e absurdas. Entretanto, este mesmo casal, supostamente moderno, poderia ser um dos milhões que se apoiam na Bíblia para justificar suas atitudes contra os gays.
Autora: Deb Price.
(Publicado em http://ateusdobrasil.com.br/artigos/criticas/teste-biblico.php )
O som e a fúria de Tim Maia.
A Dra Martinha me aconselhou a ler enquanto o sono não chega, em vez de ficar na internet ou ver tv, que é o que costumo fazer. Segundo ela - com detalhes fisiológicos - ler me ajudaria a ter sono mais rapidamente.
Esta madrugada eu estava sem sono, lembrei da recomendação, então comecei a ler "Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia", um presente de Sheylinha, até então intocado. Pense num tiro que saiu pela culatra! Eu só parei de ler quando ouvi os passarinhos e notei que a luz do dia atravessava as cortinas.
Quem me conhece sabe que não me interesso pela vida alheia, mas certas vidas fogem à regra...
Esta madrugada eu estava sem sono, lembrei da recomendação, então comecei a ler "Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia", um presente de Sheylinha, até então intocado. Pense num tiro que saiu pela culatra! Eu só parei de ler quando ouvi os passarinhos e notei que a luz do dia atravessava as cortinas.
Quem me conhece sabe que não me interesso pela vida alheia, mas certas vidas fogem à regra...
domingo, 28 de setembro de 2008
Só lidas.
Certas coisas só lidas. Dariam ótimas piadas, mas não seriam muito fáceis de "contar". Por exemplo:
"
Em um certo país havia um programa governamental de estímulo à natalidade. O programa era tal que, ao fim de cinco anos de casamento, o casal era obrigado a ter no mínimo 1 filho. Caso não conseguisse, o governo interferiria, começando por destacar um agente para auxiliar na geração da criança. Na prática isto significava que o governo enviava um homem para fecundar a mulher. Passou-se o seguinte:
- É... e infelizmente não tivemos nenhum filho.
- Será que eles vão mandar o tal agente?
- Não sei...talvez.
- Bem, eu não posso fazer nada.
- E eu, menos ainda...
- Vou sair, já estou atrasado para o trabalho.
Logo depois que o marido saiu, alguém bateu na porta. A mulher abriu e viu um homem de boa aparencia. Era um fotógrafo que havia saído para atender um chamado de um casal que desejava fotografar uma criança recém-nascida. O fotógrafo enganou-se de endereço...
- Já sei! Pode entrar.
- Obrigado. Seu esposo está em casa?
- Não, ele foi trabalhar.
- Presumo que ele esteja a par...
- Sim, ele está sabendo de tudo. Eu também concordo.
- Ótimo, então vamos começar.
- Mas... já? Tão rápido?
- Preciso ser breve, pois hoje ainda tenho que visitar 9 casas...
- É um prazer pra mim!
- Então vamos começar. Como faremos?
- Permita-me sugerir: uma no quarto, duas no tapete, duas no sofá, uma no corredor, e uma no banheiro.
- Nossa! O senhor não está exagerando?!?
- Bem, talvez possamos acertar na mosca na primeira tentativa, mas...
- O senhor já visitou alguma casa neste bairro?
- Não, mas tenho comigo algumas amostras do meu trabalho (mostrou algumas fotos de crianças). Não são lindas?
- Como são belos estes bebês! Foi o senhor mesmo que fez?
- Sim. Veja, esta aqui, por exemplo, foi conseguida na porta do supermercado.
- Que horror! O senhor não acha muito público?
- Eu acho, mas a mãe queria muita publicidade...
- Eu não teria coragem!
- Esta aqui foi no ônibus.
- Cacilda!!!
- Foi um dos serviços mais difíceis que já fiz.
- Eu imagino!
- Esta foi feita no inverno, em um parque de diversões.
- Credo! Como o senhor conseguiu? Não sentiu frio?
- Nao foi fácil! Como se não bastassem a chuva e o frio, ainda havia uma multidão em volta! Quase não consegui terminar...
- Sou discreta, não quero ninguém nos olhando.
- Ótimo, eu também prefiro assim. Agora, se a senhora me dá licença, eu preciso armar o tripé.
- Triiipééééé???!!!???
- Sim madame, o meu equipamento, além de pesado, quando armado mede quase um metro.
A mulher desmaiou.
- Querido, completamos hoje 5 anos de casados!
- É... e infelizmente não tivemos nenhum filho.
- Será que eles vão mandar o tal agente?
- Não sei...talvez.
- Bem, eu não posso fazer nada.
- E eu, menos ainda...
- Vou sair, já estou atrasado para o trabalho.
Logo depois que o marido saiu, alguém bateu na porta. A mulher abriu e viu um homem de boa aparencia. Era um fotógrafo que havia saído para atender um chamado de um casal que desejava fotografar uma criança recém-nascida. O fotógrafo enganou-se de endereço...
- Bom dia! Eu sou...
- Já sei! Pode entrar.
- Obrigado. Seu esposo está em casa?
- Não, ele foi trabalhar.
- Presumo que ele esteja a par...
- Sim, ele está sabendo de tudo. Eu também concordo.
- Ótimo, então vamos começar.
- Mas... já? Tão rápido?
- Preciso ser breve, pois hoje ainda tenho que visitar 9 casas...
- Minha nossa! Como o senhor aguenta?
- É um prazer pra mim!
- Então vamos começar. Como faremos?
- Permita-me sugerir: uma no quarto, duas no tapete, duas no sofá, uma no corredor, e uma no banheiro.
- Nossa! O senhor não está exagerando?!?
- Bem, talvez possamos acertar na mosca na primeira tentativa, mas...
- O senhor já visitou alguma casa neste bairro?
- Não, mas tenho comigo algumas amostras do meu trabalho (mostrou algumas fotos de crianças). Não são lindas?
- Como são belos estes bebês! Foi o senhor mesmo que fez?
- Sim. Veja, esta aqui, por exemplo, foi conseguida na porta do supermercado.
- Que horror! O senhor não acha muito público?
- Eu acho, mas a mãe queria muita publicidade...
- Eu não teria coragem!
- Esta aqui foi no ônibus.
- Cacilda!!!
- Foi um dos serviços mais difíceis que já fiz.
- Eu imagino!
- Esta foi feita no inverno, em um parque de diversões.
- Credo! Como o senhor conseguiu? Não sentiu frio?
- Nao foi fácil! Como se não bastassem a chuva e o frio, ainda havia uma multidão em volta! Quase não consegui terminar...
- Sou discreta, não quero ninguém nos olhando.
- Ótimo, eu também prefiro assim. Agora, se a senhora me dá licença, eu preciso armar o tripé.
- Triiipééééé???!!!???
- Sim madame, o meu equipamento, além de pesado, quando armado mede quase um metro.
A mulher desmaiou.
"
Cirque du Soleil - Testes.
O Cirque du Soleil realizará "audições" para artistas circenses em São Paulo, em novembro de 2008.
As "audições" serão realizadas por convite direto, baseado na avaliação de material demo em DVD. Para inscrever-se é necessário enviar currículo impresso e DVD (com demonstração das habilidades, números ou ensaio) para:
"
Circo Mínimo
Rua Bulgara, 28 - V. Ipojuca
Circo Mínimo
Rua Bulgara, 28 - V. Ipojuca
CEP 05057-060 - São Paulo - SP
"
Informações:
- audicao2008@gmail.com
- Fone: (11)9645-6037 .
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Anúncio.
"
Sessentão charmoso, com lindos olhos meio verdes (cobertos com início de catarata), loiro (só dos lados), Atlético (sou torcedor), corpo malhado (pelo Vitiligo), e sarado (das doenças que já tive), um metro e noventa (sendo mais ou menos um de altura e noventa de largura).
Sessentão charmoso, com lindos olhos meio verdes (cobertos com início de catarata), loiro (só dos lados), Atlético (sou torcedor), corpo malhado (pelo Vitiligo), e sarado (das doenças que já tive), um metro e noventa (sendo mais ou menos um de altura e noventa de largura).
Atendo em motéis, residências, elevadores panorâmicos, etc. Só não atendo em 'drive-in', por causa das dores na coluna.
Alegro festa de bodas de ouro, convenções e excursões da terceira idade. Meço pressão, aplico injeções e troco fraldas geriátricas, tudo com o maior charme.
Atendo no atacado e no varejo. Traga suas amigas. Serão concedidos descontos para grupos: quanto mais nova, maior o desconto.
Por questões de vaidade, não serão permitidas filmagens, pois, no momento, estou precisando operar uma hérnia inguinal, meio anti-estética.
Na cama, dou sempre 3 opções sexuais para a parceira: mole, dobrado ou enroladinho.
Como fetiche, posso usar touca de lã, pantufas e cachecóis coloridos. Outra vantagem: já tenho 'Parkinson', o que ajuda muito nas preliminares. Total discrição, pois o 'Alzheimer' me faz esquecer tudo que fiz na noite anterior.
"
"
And so it goes.
"
In every heart there is a room
a sanctuary safe and strong
to heal the wounds from lovers past
until a new one comes along
I spoke to you in cautious tones
You answered me with no pretense
and still I feel I said too much
My silence is my self defense
And every time I've held a rose
it seems I only felt the thorns
And so it goes, and so it goes
and so will you soon, I suppose
But if my silence made you leave
then that would be my worst mistake
So I will share this room with you
and you can have this heart to break
And this is why my eyes are closed
it's just as well for all I've seen
And so it goes, and so it goes
and you're the only one who knows
So I would choose to be with you
that's if the choice were mine to make
But you can make decisions too
and you can have this heart to break
And so it goes, and so it goes
and you're the only one who knows.
"
In every heart there is a room
a sanctuary safe and strong
to heal the wounds from lovers past
until a new one comes along
I spoke to you in cautious tones
You answered me with no pretense
and still I feel I said too much
My silence is my self defense
And every time I've held a rose
it seems I only felt the thorns
And so it goes, and so it goes
and so will you soon, I suppose
But if my silence made you leave
then that would be my worst mistake
So I will share this room with you
and you can have this heart to break
And this is why my eyes are closed
it's just as well for all I've seen
And so it goes, and so it goes
and you're the only one who knows
So I would choose to be with you
that's if the choice were mine to make
But you can make decisions too
and you can have this heart to break
And so it goes, and so it goes
and you're the only one who knows.
"
Denny Crane e Alan Shore.
Eu gosto muito da dupla Denny Crane e Alan Shore. Amizade, confiança, humor, profundidade...
Os diálogos que fecham cada episódio são simplesmente fantásticos.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Vaca da sorte.
Paredes de Coura: Vaca "distribui" prémios em singular jogo de solidariedade.
Viana do Castelo, 24 Set (Lusa) - Uma vaca vai escolher domingo, com as suas descargas fisiológicas, os vencedores de um sorteio de angariação de fundos para a construção da sede da Associação Cultural e Desportivo de Castanheira, em Paredes de Coura.
O presidente desta associação, Albano Sousa, disse hoje à Lusa que o animal será largado no campo de jogos da freguesia, previamente dividido em quadrados numerados de 01 a 1.000. O "grande vencedor" do sorteio será aquele que tiver comprado a rifa correspondente ao quadrado onde o animal defecar pela primeira vez. "O vencedor ganha 600 euros ou então, se preferir, leva a vaca para casa", acrescentou. A segunda e terceira descargas da vaca valem, respectivamente, 250 e 150 euros aos detentores dos números correspondentes.
Como é anunciado no cartaz promocional da iniciativa, designada "Vaca da Sorte", há "mil bosteiros" em prémios. "Para criar mais `suspense`, os números estarão enterrados, para só no final se saber quais foram os `escolhidos` pela vaca", referiu Albano de Sousa.
O animal vai ser alimentado, nos três dias anteriores ao jogo, apenas com feno e outros produtos secos, para não se correr o risco de a vaca "agir" antes de tempo.
A associação tem estado a vender as rifas numeradas de 01 a 1.000, ao preço unitário de cinco euros, o que significa que, se todas forem vendidas, o valor angariado será de 5.000 euros. "Há dois anos, numa iniciativa idêntica, angariámos 4.600 euros, o que quer dizer que ficaram apenas 80 rifas por vender. Este ano, vamos tentar fazer o pleno, porque os prémios são bons e a causa é nobre", sustentou o dirigente.
No caso da vaca defecar em cima de uma linha divisória, o prémio será divido em partes iguais pelos detentores das respectivas rifas.
As obras de construção da sede social da Associação Desportiva e Cultural de Castanheira "já entraram na fase final", tendo sido investidos mais de 100 mil euros.
A associação dispõe de duas equipas de futebol - uma sénior e outra de iniciados - e uma de futsal feminino, além de um grupo de teatro.
Quando a sede estiver concluída, a colectividade tenciona reactivar a escola de concertinas, que chegou a ser frequentada por cerca de 40 alunos.
VCP.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-09-24 15:25:04
Viana do Castelo, 24 Set (Lusa) - Uma vaca vai escolher domingo, com as suas descargas fisiológicas, os vencedores de um sorteio de angariação de fundos para a construção da sede da Associação Cultural e Desportivo de Castanheira, em Paredes de Coura.
O presidente desta associação, Albano Sousa, disse hoje à Lusa que o animal será largado no campo de jogos da freguesia, previamente dividido em quadrados numerados de 01 a 1.000. O "grande vencedor" do sorteio será aquele que tiver comprado a rifa correspondente ao quadrado onde o animal defecar pela primeira vez. "O vencedor ganha 600 euros ou então, se preferir, leva a vaca para casa", acrescentou. A segunda e terceira descargas da vaca valem, respectivamente, 250 e 150 euros aos detentores dos números correspondentes.
Como é anunciado no cartaz promocional da iniciativa, designada "Vaca da Sorte", há "mil bosteiros" em prémios. "Para criar mais `suspense`, os números estarão enterrados, para só no final se saber quais foram os `escolhidos` pela vaca", referiu Albano de Sousa.
O animal vai ser alimentado, nos três dias anteriores ao jogo, apenas com feno e outros produtos secos, para não se correr o risco de a vaca "agir" antes de tempo.
A associação tem estado a vender as rifas numeradas de 01 a 1.000, ao preço unitário de cinco euros, o que significa que, se todas forem vendidas, o valor angariado será de 5.000 euros. "Há dois anos, numa iniciativa idêntica, angariámos 4.600 euros, o que quer dizer que ficaram apenas 80 rifas por vender. Este ano, vamos tentar fazer o pleno, porque os prémios são bons e a causa é nobre", sustentou o dirigente.
No caso da vaca defecar em cima de uma linha divisória, o prémio será divido em partes iguais pelos detentores das respectivas rifas.
As obras de construção da sede social da Associação Desportiva e Cultural de Castanheira "já entraram na fase final", tendo sido investidos mais de 100 mil euros.
A associação dispõe de duas equipas de futebol - uma sénior e outra de iniciados - e uma de futsal feminino, além de um grupo de teatro.
Quando a sede estiver concluída, a colectividade tenciona reactivar a escola de concertinas, que chegou a ser frequentada por cerca de 40 alunos.
VCP.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-09-24 15:25:04
(Publicado em http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=364664&visual=26&rss=0 .)
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Momento televisivo do dia.
"
Every woman I have ever loved, I have stopped loving. But, with a child, I think I would probably endeavor to stay, and with each ensuing day, I would become less and less myself.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Pilates.
"
Joseph Hubertus Pilates (1880 – 1967) foi o inventor do método Pilates de condicionamento físico.
Joseph Pilates era um alemão que, quando criança, era doente que sofria de raquitismo, asma e febre reumática. Na adolescência, prevendo seu futuro numa cadeira-de-rodas começou a estudar, como autodidata, anatomia e fisiologia humana e fundamentos de medicina oriental. Com isso desenvolveu exercício em aparelhos rústicos inventados por ele. Praticando esses exercícios em aparelhos criou seu próprio método e tornou-se obcecado em superar suas limitações físicas. Com essa prática, ainda jovem tornou-se ginasta e mergulhador.
Finalmente desenvolveu cerca de 500 exercícios que o ajudaram, bem como seus seguidores, a levar uma vida longa e saudável. É importante referir que o método Pilates não se centrava em exercícios padronizados, servidos como uma receita reutilizável de sujeito para sujeito. O método tinha aqui um cunho irrefutável de individualidade. Perante determinado indivíduo, Pilates alterava radicalmente os planos comuns de exercícios.
E foram poucos aqueles que puderam assistir a todo este mecanismo de trabalho. Os poucos que tiveram esse privilégio acabaram mais tarde, após a morte de Joseph Pilates, por fundar as suas próprias escolas, chegando alguns a declarar a prática do método original. Mas isto não é verdade, pois não existia um método original específico. Existia sim um método de trabalho próprio de Joseph Pilates, o qual é indubitavelmente inimitável. Por outro lado, nem mesmo os seus exercícios poderão ser considerados como verdadeiramente originais. Pilates teria sofrido grandes influências provenientes de métodos como o Yoga, as artes marciais e a meditação.
"
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Pilates )
Hoje fiz a minha primeira aula de Pilates!
Joseph Hubertus Pilates (1880 – 1967) foi o inventor do método Pilates de condicionamento físico.
Joseph Pilates era um alemão que, quando criança, era doente que sofria de raquitismo, asma e febre reumática. Na adolescência, prevendo seu futuro numa cadeira-de-rodas começou a estudar, como autodidata, anatomia e fisiologia humana e fundamentos de medicina oriental. Com isso desenvolveu exercício em aparelhos rústicos inventados por ele. Praticando esses exercícios em aparelhos criou seu próprio método e tornou-se obcecado em superar suas limitações físicas. Com essa prática, ainda jovem tornou-se ginasta e mergulhador.
Finalmente desenvolveu cerca de 500 exercícios que o ajudaram, bem como seus seguidores, a levar uma vida longa e saudável. É importante referir que o método Pilates não se centrava em exercícios padronizados, servidos como uma receita reutilizável de sujeito para sujeito. O método tinha aqui um cunho irrefutável de individualidade. Perante determinado indivíduo, Pilates alterava radicalmente os planos comuns de exercícios.
E foram poucos aqueles que puderam assistir a todo este mecanismo de trabalho. Os poucos que tiveram esse privilégio acabaram mais tarde, após a morte de Joseph Pilates, por fundar as suas próprias escolas, chegando alguns a declarar a prática do método original. Mas isto não é verdade, pois não existia um método original específico. Existia sim um método de trabalho próprio de Joseph Pilates, o qual é indubitavelmente inimitável. Por outro lado, nem mesmo os seus exercícios poderão ser considerados como verdadeiramente originais. Pilates teria sofrido grandes influências provenientes de métodos como o Yoga, as artes marciais e a meditação.
"
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Pilates )
Hoje fiz a minha primeira aula de Pilates!
domingo, 21 de setembro de 2008
Delegacia Digital da Bahia.
Já está funcionando a Delegacia Digital da Bahia. A população poderá registrar, pela internet:
- furto de veículos, objetos e documentos;
- perda e extravio de documentos e objetos;
- desaparecimento de pessoas maiores de idade.
A ocorrência é encaminhada para a delegacia responsável. O cidadão recebe a ocorrência por e-mail. É possível acompanhar o caso pela internet.
Este modelo de funcionamento já é utilizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Rio Grande do Sul.
Site da delegacia: http://www.delegaciadigital.ssp.ba.gov.br/ .
- furto de veículos, objetos e documentos;
- perda e extravio de documentos e objetos;
- desaparecimento de pessoas maiores de idade.
A ocorrência é encaminhada para a delegacia responsável. O cidadão recebe a ocorrência por e-mail. É possível acompanhar o caso pela internet.
Este modelo de funcionamento já é utilizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Rio Grande do Sul.
Site da delegacia: http://www.delegaciadigital.ssp.ba.gov.br/ .
Bolodório ecologia.
O que é mais ecologicamente correto: jogar o papel higiênico no lixo ou na privada?
TEXTO SILVIA HAIDAR
Se o papel for fino, daqueles macios, de folha dupla, que se dissolvem na água, jogue-o na privada. Quando passar pelo sistema de tratamento de esgoto, ele será filtrado e, juntamente com os outros resíduos sólidos, levado a um aterro sanitário – que é pra onde ele iria se você o tivesse jogado no lixo. A diferença é que, nesse processo, você economiza em saquinhos plásticos para embalar o lixo. Eles, sim, fazem muita diferença para o ambiente: enquanto o papel leva 4 meses pra se degradar, o saquinho leva cerca de 40 anos.
Agora, se o papel que você usa não é dos melhores, o jeito é jogá-lo no lixo mesmo. Apesar de não ser capaz de, sozinho, bloquear o fluxo de água na rede de esgoto, seus resíduos podem piorar entupimentos já formados durante o percurso rumo à estação. O mesmo vale para cidades em que não há tratamento de esgoto: nesse caso, o papel vai direto para os rios, contribuindo para a poluição das águas.
(Fonte: http://super.abril.com.br/revista/254/materia_revista_284897.shtml?pagina=1 )
TEXTO SILVIA HAIDAR
Se o papel for fino, daqueles macios, de folha dupla, que se dissolvem na água, jogue-o na privada. Quando passar pelo sistema de tratamento de esgoto, ele será filtrado e, juntamente com os outros resíduos sólidos, levado a um aterro sanitário – que é pra onde ele iria se você o tivesse jogado no lixo. A diferença é que, nesse processo, você economiza em saquinhos plásticos para embalar o lixo. Eles, sim, fazem muita diferença para o ambiente: enquanto o papel leva 4 meses pra se degradar, o saquinho leva cerca de 40 anos.
Agora, se o papel que você usa não é dos melhores, o jeito é jogá-lo no lixo mesmo. Apesar de não ser capaz de, sozinho, bloquear o fluxo de água na rede de esgoto, seus resíduos podem piorar entupimentos já formados durante o percurso rumo à estação. O mesmo vale para cidades em que não há tratamento de esgoto: nesse caso, o papel vai direto para os rios, contribuindo para a poluição das águas.
(Fonte: http://super.abril.com.br/revista/254/materia_revista_284897.shtml?pagina=1 )
sábado, 20 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Depilação cavada.
"
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- OK. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos,já cogitando a possibilidade de ligar para o SAMU. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo super natural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa 'que garota estranha'. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui, ó. Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
Como se não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofin de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. 'Me leva daqui, Deus, me teletransporta'. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada.
Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?
E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!?
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.PRESERVEASBUCETASPELUDAS.com.br .
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- OK. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- É... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos,já cogitando a possibilidade de ligar para o SAMU. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo super natural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa 'que garota estranha'. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui, ó. Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
Como se não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofin de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. 'Me leva daqui, Deus, me teletransporta'. Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada. Estava enganada.
Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?
E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!?
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cú. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.
Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.PRESERVEASBUCETASPELUDAS.com.br .
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(Apócrifo)
terça-feira, 16 de setembro de 2008
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